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Friday, 12 October 2007

Londres: Um guia pessoal e transmissível-Marylebone


Marylebone

Marylebone High Street é uma das minhas ruas preferidas em Londres por ter muito poucos turistas e manter a individualidade e carácter independente do comércio.
Situada a norte da Oxford Street tem excelentes restaurantes, cafés e lojas sem o mesmo bulício. Na Cramer Street, que é uma tranversal há um mercado de agricultura biológica e “delicatessen” aos Domingos, onde se pode encontrar desde aves (devidamente depenadas, que estamos no centro de Londres) a lustrosos legumes e frutas, peixe e ostras, pães e bolos divinais, queijos, flores, alfazema, mel e até vinhos ingleses de Sussex.
Originalmente fazia parte da aldeia medieval de Marylebone. No século XVII era um local onde se ia passear, como testemunha o prolífico cronista do reinado de Carlos II, Samuel Pepys, que fala dos jardins e espectáculos de fogo de artifício naquela zona. Estes jardins que, entretanto desapareceram, foram assinalados num mapa de 1746.
Sherlock Holmes, o famoso detective, criado por Arthur Conan Doyle vivia no número fictício 221b em Baker Street, que atravessa a Maryelebone High Street.
A maioria dos edifícios datam do princípio do século XIX.
Durante décadas Marylebone foi uma zona calma e populada por idosos endinheirados que queriam estar perto da célebre rua dos médicos e clinícas privadas: Harley Street. Mas nos últimos anos, a zona reinventou-se desde que a cantora Madonna foi para ali viver, apesar de ter mantido o carácter de “aldeia” eclética, a poucos passos da Oxford Street.

O que ler: Arthur Conan Doyle, “A Study in Scarlet”, a primeira obra do autor escocês com o detective Sherlock Holmes.
O que comer: Fishworks é uma cadeia de peixarias/restaurantes onde se pode comprar peixe e marisco ou comê-lo logo ali.
A não perder: Uma visita à livraria Daunt, que é especializada em livros e guias de viagens e foi fundada no início do século XIX. Com os painéis de madeira trabalhada em dois pisos e o tecto de vidro é uma das mais bonitas e agradáveis em Londres.

Para ver loja a loja o que se pode encontar em Marylebone High Street: http://www.streetsensation.co.uk/marybone/mh1_west.htm
Para ficar a conhecer a história desta rua e bairro:
http://www.marylebonevillage.com/index.cfm/pcms/site.home/

Friday, 28 September 2007

Londres: Um guia pessoal e transmissível

Tem início hoje e com capítulos díspares e com uma regularidade sofrível (porque a escrita do blogue tem que ser truncada, já que há muitas outras actividades que competem com ela, como o trabalho, por exemplo) um guia de Londres.
A capital do Reino Unido é uma cidade composta de tantos registos que este só podia mesmo ser um guia pessoal. Existe assim um Londres étnico, um Londres religioso, um Londres das livrarias, um Londres jurídico, um Londres dos parques e jardins, um Londres financeiro, um Londres português, um Londres das feiras e mercados, um Londres da gastronomia, um Londres dos teatros e galerias. E espero que vá haver um capítulo especial sobre Curiosidades e Excêntricidades Londrinas que é coisa que aqui não falta. Cada secção terá as seguintes dicas sobre aquele bairro ou lugar particular:”o que ler”, “o que comer” e a “não perder”
Londes é um monstro de tal maneira imponente que é díficil saber por onde começar. É a cidade mais cara da União Europeia, o centro financeiro mais competitivo do mundo, atraindo desde oligarcas russos, a bilionários árabes do petróleo, a “socialites” americanos. Curiosamente é uma das cidades preferidas dos ditadores e sua prole, como sucedeu no caso do chileno general Pinochet e do filho do tirano ugandês, Idi Amin que aqui encontraram refúgio.
A capital é vivida muito à esfera do bairro, dadas as distâncias quase instranponíveis. Assim faz-se vida em Hampstead, Islington, Clapham, Dulwich ou Greenwich, que eram originalmente aldeias separadas e fora das “muralhas” da cidade. O londrino não tem que sair do seu bairro para nada. Pode ali trabalhar, ir às compraas, jantar fora, frequentar cafés e livrarias, ir ao cinema, só muito raramente deslocando-se ao centro para se encontrar com amigos que vivem noutros bairros ou para comprar algo muito específico.
O centro de Londres é visto pelos habitantes como um Londres irreal e mitologizado ainda mais caro que o resto da metrópole, populado de turistas (que caminham demasiado devagar) com tempo a perder e uma fixação perturbante na família real e no Big Ben.

(continua...)