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Tuesday, 2 November 2010

Brownies do Jamie Oliver

Tenho feito esta receita várias vezes e é infalível. Funciona muito bem com cerejas, nozes ou frutos secos que se queiram adicionar. Para o Halloween fiz umas decorações em açucar cor de laranja a imitar abóboras para pôr em cada brownie. São relativamente fáceis, deliciosos e congelam-se bem ou duram uns bons dias em caixa de latão ou em recipiente de plástico. Aquecidos no micro-ondas com gelado por cima são divinais. Cada vez gosto e admiro mais o Jamie Oliver que criou esta receita para o restaurante dele, 15, um dos seus projectos sociais em que jovens sem-abrigo e de meios pobres são treinados nas artes culinárias.

Ingredientes:
250g manteiga sem sal
200 chocolate preto (pelo menos 70% de cacau) de boa qualidade
80g de cacau em pó peneirado
65g farinha peneirada
1 colher de chá de fermento
350 g de açucar (eu ponho 300 e já cheguei a pôr 250 para brownies menos doces)
4 ovos

Método
Forre uma forma com papel para bolos e aqueça o forno a 180 graus.
Em banho maria, derreta o chocolate e a manteiga
Numa taça grande misture o cacau, a farinha e o fermento, adicione a mistura de chocolate e manteiga derretida e mexa bem (eu uso uma batedeira eléctrica)
Junte os ovos um a um e mexa até obter uma consistência macia.
Deite na forma e coza 25 minutos. Ao contrário de outros bolos, o garfo não tem que vir limpo, porque os brownies querem-se moles por dentro.
Deixe arrefecer e corte em quadrados

Sunday, 3 October 2010

Friday, 16 July 2010

Pãezinhos com chouriço

Nunca tive muito jeito para pães e bolos e a minha avó costumava dizer que eu não "tinha mão para massas". 20 e tal anos em dietas causaram-me uma séria fobia de açucares e hidratos de carbono, que agora ultrapassei. Enquanto que para fazer entradas e pratos principais pode-se inventar e não seguir receitas à risca, para fazer sobremessas, bolos e pães, as medidas têm que estar absolutamente correctas. Com esta nova atitude científica perante a arte de amassar e da pastelaria e doçaria, iniciei-me talvez numa paixão que pode durar uma vida inteira. Demora horas, mas é relaxante e não há nada como comer pão acabado de fazer.

Estes pães são deliciosos e relativamente fáceis.


6 Pãezinhos médios

Ingredientes:

meio quilo de farinha e mais 200 gr para amassar

1 colher de chá de fermento

3 colheres de sopa de açucar

3 colheres de sopa de sal

2 ovos e uma gema à parte

meio copo pequeno de água

meio copo pequeno de leite

Rodelas de chouriço


Método:
Acenda o forno a 180 graus.
Coloca-se a farinha peneirada numa taça grande e mistura-se com o fermento açucar e sal, faz-se um buraco no meio e adiciona-se o leite e a água, incorporando bem, depois junta-se os ovos, mexendo sempre. Deixa-se a massa descansar durante meia hora tapada. Amassa-se a seguir, em superfície enfarinhada e juntando o resto da farinha até obter uma consistência elástica, mas ainda mais para o líquido. Fazem-se bolinhas, pondo rodelas de chouriço no interior de cada pão e pincela-se com a gema de ovo. Leve a forno quente durante 20 minutos em tabuleiro polvilhado de farinha.

Tuesday, 29 June 2010

Tapenade/pasta de azeitona

Costumava comer tapenade quando estava em Lyon, França e ia aos restaurantes do Paul Bocuse, em torno das regiões gastronómicas francesas, o sul, norte, Este e Oeste. Le Sud era o meu preferido já que oferecia comida da Provença, mais leve, com algumas opções vegetarianas, o que era raro em Lyon. Esta receita de tapenade é muito simples e é deliciosa com pão ou tostas.

Ingredientes:
300 gr de azeitonas pretas descaroçadas
5 colheres de sopa de azeite,
salsa
50gr de anchovas em azeite

Método:
Bata com a varinha mágica, deite um fio de azeite por cima e sirva

Sunday, 6 June 2010

Cheesecake de limão



Ingredientes

4 limões
300 gr leite condensado
150 gr natas
200 gr cream cheese, queijo creme tipo philadelphia
100 gr bolachas
75 gr manteiga

Método

Colocar as bolachas num saco de plástico transparente e bater com o rolo da massa até ficarem em migalhas. Derreter a manteiga ao lume e juntar as bolachas esmigalhadas, aquecer até começarem a endurecer.

Tirar do lume e pôr numa forma com "fundo falso" e fazer uma base alisando com uma colher.
Bater as natas, queijo e leite condensado com sumo dôs limões e com raspas de casca de limão até obter uma mistura cremosa e homógenea. Espanhar por cima da da base de bolachas e alisar com uma faca. Põr no frigorífico durante a noite para alcançar a consistência certa. No dia seguinte, retirar com cuidado a forma, tendo cuidado para não despegar a base do creme. Deitar casca de limão ralada em cima e servir.

Wednesday, 7 October 2009

Pêras bêbedas em moscatel com chocolate preto



Ingredientes:

4 pêras grandes maduras cortadas em quartos
2 copos grandes de moscatel
Canela
Cravinho
Gengibre em pó
Estrela-de-anis
Crème fraîche ou nata batida sem açucar
Tablete de chocolate preto

Método:

Cozem-se as pêras em moscatel durante uns dez ou 15 minutos com as especiarias
Entretanto derrete-se o chocolate preto em banho maria. Serve-se as pêras com o molho de chocolate por cima e uma colher de sopa de crème fraîche

Friday, 30 January 2009

Uma salada divinal

Ottolenghi é um café/restautrante/padaria/loja "gourmet" que começou um Islington, Norte de Londres e agora é uma cadeia. Ottolenghi é judeu e o parceiro na cozinha, palestiniano. As influências são mediterrânicas e do Médio Oriente e os preços são exorbitantes. Mas há um livro de receitas já publicado e aqui replico uma das receitas a que adicionei chili e sumo de laranja (nunca fui capaz de seguir religiosamente uma única receita)

Ingredientes

200 gr Feijão verde
200 gr Mangetouts (tipo de feijão verde)
70 gr avelãs
1 alho
1 dedo de chili fresco
3 colheres de óleo de avelã, noz ou azeite
1 laranja
cebolinho

Método

Ferve-se os feijoões verdes durante quatro minutos e os mangetouts durante um minuto em panelas separadas, junta-se e passa-se por água fria.
Assa-se as avelãs no forno durante cinco minutos, até tostadas e esmaga-se
Pica-se o alho, o cebolinho e o chili
Rala-se casca de laranja e espreme-se metade da laranja
Misturam-se os ingredientes e tempera-se com o óleo ou azeite e o sumo de laranja
Esta salada pode ser servida como acompanhmento de peixe...

Wednesday, 9 July 2008

Acerca dos efeitos terapêuticos dos doces e compotas

Mais um verão chuvoso em Londres e as amoras do jardim crescem como se tivessem bebido um líquido mágico, atrofiando tudo o que se atravesse no seu caminho. A nossa melhor colheita deste ano (no ano passado tivemos uma produção absurda de courgettes gigantes, que pareciam abóboras verdes) é ideal para fazer doces, uma nova actividade que recomendo pelas suas indicações terapêuticas.
As compotas (com mel em vez de acuçar) já tinha feito com bons resultados e lá voltarei com uma nova receita inventada e óptima para adoçar cereais de pequeno almoço e iogurtes.
Este doce the amoras é muito fácil e envolve apenas o seguinte:

Ingredientes:

1 quilo de amoras
1 quilo de acuçar

Método:

Primeiro esterilizam-se os frascos (fervidos ou postos em forno frio durante 20 minutos. Não se esqueçam das tampas). Eu usei frascos de azeitonas, mayonnaise e outros muito bem lavados e com as etiquetas tiradas).
Numa panela põem-se as amoras e vai se deitando o acuçar, mexendo bem. Quando o caldo começa a ferver, deve-se ir tirando a “espuma” que fica por cima. O doce coze em 20 minutos em lume brando e depois aumenta-se o calor durante 5 ou 10 minutos no fim, para nos livramos de impurezas e da tal espuma. Cola-se nos frascos secos e num armário fechado. Quando abertos, devem ser conservados no frigorífico.

Não há nada como scones caseiros com natas e doce de amora, uma tradição estival inglesa, enquanto se bebe chá ou champanhe e se assiste ao campeonato de ténis de Wimbledon.

Saturday, 1 March 2008

Aldrabice na cozinha ou ir contra o "zeitgeist"


Como Cozer um Ovo

Delia Smith, que é uma instituição da culinária britânica lançou recentemente um novo livro: "How to Cheat At Cooking". Delia é famosa desde os anos 70, por ter sido a pioneira dos cozinheiros que simplificam a arte sagrada da culinária e ensinam "truques" para impressionar convidados em jantares com um mínino de esforço. "To do a Delia" é uma expressão que significa isso mesmo e que entrou no vocabulário idiomático inglês.

Esta senhora iniciou a sua carreira com colunas em jornais, passando depois para a televisão e para a publicação de livros e patrocínio de ingredientes, tendo ganho uma verdadeira fortuna e alcançado a fama. Ultimamente Delia desapareceu de algum modo, abrindo as portas para Jamie Oliver, Nigella Lawson, Rick Stein, Gordon Ramsay e outros.

Na última década, a culinária deixou de ser um "niche" e passou a ser levada extemamente a sério, tendo gerado um interesse no público comparável à obsessão britânica com propriedades, venda e decoração de casas, competindo por espaço em programas de televisão e "reality shows". Assim, a um programa sobre um casal à procura da sua "casa de sonho", segue-se um programa em que cozinheiros amadadores tentam convencer um júri de "gourmets" ou um "celebrity chef" de que são a pessoa certa para um lugar num restaurante de alto luxo.

No seu apogeu, Delia Smith ensinou a cozinhar ou a "enganar na cozinha" a gerações de jovens estudantes e pessoas sem talento e sem tempo com o seu estilo prático e desmistificador, tendo ficado célebre com um capítulo em como "cozer um ovo".

O panorama mudou drasticamente. Hoje em dia, a tendência da classe média é para passar horas em mercados reais ou virtuais à procura de produtos alimentares, o chamado "sourcing". A proveniência dos alimentos é crucial, daí a moda despoletada por cozinheiros "in" como Jamie Oliver de cultivar hortas, ou pelo menos de ter ervas aromáticas em vasos. Além disso é imprescindível tornar-se amigo íntimo do talhante, do homem da peixaria e da mercearia para assegurar que os alimentos são biológicos, que no caso da carne e do peixe, que os animais foram bem tratados e a proveniência é sustentável e não causa extinção de espécies, ou aquecimento do planeta por terem sido importados dos antípodas.

Este tipo de consumidor "gourmet" quer ter a certeza de que os ingredientes são locais e não contêm poluentes, químicos, aditivos estranhos e que têm "valor nutritivo". Os vegetais são do jardim, do mercado local ou das imediações sendo trazidos numa caixa semanal cobertos de terra e com o ar feioso, mas saudável da agricultura biológica. Com estes produtos, o adepto de Jamie Oliver vai elaborar pratos complicados, em que tudo é confeccionado pelo próprio dentro do possível. Por exemplo, a massa deve ser feita em casa, assim como o pão, os bolos, os molhos que acompanham ou fazem parte de uma receita.


Porno-Culinária

O último programa de Nigella Lawson, o "Nigela Express" ensinava como peparar sumptuosas refeições que impressionam, embora sejam ultra-rápidas. Na realidade, envolviam sempre imenso trabalho, não que a voz e as formas sensuais da decotada Nigella a lamber os dedos e a cozinhar bombas calóricas o deixassem antever. Nigella é pornografia gastronómica e em sintonia com a sobre-sexualização da sociedade actual (se não existe este termo deixem-me inventá-lo que eu estudei sociologia).

E eis que surge de novo Delia com receitas que usam uma série de ingredientes congelados, enlatados, empacotados e pulverizados que supostamente nos facilitam a vida, com o seu ar despachado e até um pouco severo de presidente de clube de futebol. Desde a sua abdicação da coroa da Rainha da cozinha britânica, tem gerido o seu adorado Clube de Futebol de Norwich.

Será que existe lugar para a Delia na culinária actual? A "marca" em si, dada a sua fama está suficientemente estabelecida e o livro está já no top da lista de "bestsellers".

Segundo esta veterana, o que falta nestes extravagantes tempos é uma certa dose (mais do que uma pitada) de realismo. A sofisticação dos "cozinheiros-celebridade" fazem com que as pessoas se sintam diminuídas e incapazes de fazer um prato decente. Poderiamos acrescentar, que como diria Nigel Slater (um dos meus preferidos, juntamente com Rick Stein) há uma grande concorrência entre os "chefs" principalmente masculinos, um machismo da colher de pau, se me é permitido. É tudo muito científico e e elaborado com o objectivo de ganhar prémios, "estrelas michellin" ou para os amadores, elogios da mulher (que depois tem que limpar a cozinha onde o marido usou todos os utensílios, panelas e deixou um rastro de destruição, mas deve sentir-se eternamente grata).

Muitos são os que assistem a horas de porno-culinária sem saber estrelar um ovo, acabando por comer refeições pré-feitas e "takeaways".

Apesar da simpatia pela causa dos frangos de aviário, a moda das hortas, da cozinha molecular com os seus complexos princípios, a influência da gastronomia estrangeira, as fusões culinárias e a sensualidade dos souflés, nunca devemos subestimar o factor preguiça e a dificuldade de fazer uma jantar "super-simples" de "humus com pimentos vermelhos", seguida de uma "tarte de cebolas caramelizadas" e "mini-pavlovas", como aconselha a Nigella.

Friday, 11 January 2008

Salmão com Puré de Ervilhas

E para não ficarmos muito tempo sem receitas
Simples, rápido e bonito

Salmão com puré de ervilhas

Ingredientes
Postas de salmão médias
Azeite
Vinagre balsâmico
Ervilhas congeladas
Hortelâ pimenta, basilíco e salsa (umas folhinhas de cada)
Duas colheres de crème fraîche ou mascarpone

Método
Coloque o salmão numa travessa de ir ao forno e tempero com o azeite, viagre, sal e pimenta. Asse durante 15 ou 20 minutos. Entretanto coza as ervilhas congeladas (3 minutos), passe-as pela varinha mágica com as ervas, um fio de azeite e o mascarpone.
Em 20 minutos tem o jantar na mesa com o roda do salmão a contrastar com o verde claro do puré.

Friday, 30 November 2007

Um "Crumble " que Não Estraga a Dieta


Crumble Star Aniseed

Tendo passados os últimos 20 anos em dietas, especializei-me na adaptação de dietas engordativas em algo que possa satisfazer o apetite com menos calorias, gorduras e açucar. Nem sempre é fácil e acho que tenho tal fobia de açucar que os meus bolos não são os mais apetitosos do mundo. Mas não se pode ter tudo.


Nunca sou capaz de seguir receitas, tiro e adiciono ingredientes, modifico e invento, conforme as minhas restrições alimentícias e de maneira a que o prato final seja saudável, agradàvel à vista e saboroso.


Este "crumble" é delicioso e fácil de fazer e "engana", quem quer uma sobremesa mas está de dieta. Como sempre convem comer porções pequenas. Eu sirvo-o numas taças muito pequenas, brancas que podem ir ao forno.

Ingredientes
Frutos silvestres
maças reinetas
canela
gengibre em pó
mel
adoçante
erva-doce
"Star aniseed"
Casca ralada de laranja
amêndoa em pó (um óptimo substituto de farinha para vários pratos)
aveia em flocos
manteiga sem sal
xerez, vinho do porto ou moscatel ( tem que ser alcoólico e ultra doce!)
Método
Começa-se por fazer uma compota com os frutos silvestres numa colher ou duas de água, com o mel, as especiarias e com o vinho doce. À parte mistura-se as amêndoas raladas com a manteiga, oa aveia, o adoçante e mais canela, de maneira a formar uma consistência de areia grossa.
Coloca-se as maças cortadas às fatias grossas no fundo da travessa para ir ao forno. Cobre-se com a compota e depois cobre-se com as amêndoas-aveia. Vai ao forno duranye 30 ou 40 minutos.




Wednesday, 28 November 2007

Duas Receitas Simples de Bacalhau Fresco

Couscous Con Pesce
Bacalhau com Grão


Couscous con Pesce

Ingredientes
Couscous
Bacalhau
300 gr de camarões
Caldo de peixe
2 cebolas médias
alho
100 gr de amêndoas
3 tomates maduros
1 chili
1 pau de canela
1 pitada de colorau
louro
1 copo de vinho branco
Salsa
Azeite

Método
Deita-se o caldo de peixe a fever num recipente com os couscous cobrindo-os acima com 4 dedos (o líquido é completamente absorvido). Faz-se um refogado com azeite, alho, a cebola, o pau de canela, o louro e as amêndoas. Junta-se aos couscous que entretanto já estão cozidos. Separadamente frita-se o bacalhau e os camarões em azeite durante cinco minutos, deita-se o vinho. Tapa-se e deiza-se cozer durante 10 ou 15 minutos, deita-se a salsa.
Serve-se o peixe em cima do couscous.

Bacalhau com Grão à Espanhola
Ingredientes
Bacalhau
Grão de lata
Salsa
Caldo de peixe
Azeite
Tomate enlatado
Cebola
Alho
Copo de vinho branco

Método
Faz-se um refogado com alho, cebola e azeite, frita-se o bacalhau, deita-se os tomates em lata, o caldo de peixe e o vinho branco. Quando o bacalhau está cozido, deita-se o grão, deixa-se cozer durante 10 minutos e serve-se com salsa

Tuesday, 6 November 2007

Sopa Super-Fácil de Abóbora Menina (Butternut Squash)


Demorei bastante tempo a encontrar a tradução para este tipo de Abóbora que é muito saborosa e rica em vitaminas e minerais. O Outono é a altura ideal para comer abóboras e legumes semelhantes, que eu uso assados no forno (com cebolas, batata doce, pimentos, berinjelas e courgettes, com rosmaninho) ou em caris tailandeses, em puré , em risottos e muitas outras receitas. Esta sopa é a mais simples que experimentei.

Ingredientes
1 Abóbora-Menina Butternut Squash média lavada e cortada aos cubos (remover as pevides e
Gengibre fresco
Três cebolas grandes
3 colheres de azeite
sal e pimenta
Noz moscada

Método
Coza os ingredientes durante 40 minutos e passe com a varinha mágica. Tempere com sal, pimenta e noz moscada.





Tuesday, 30 October 2007

Salada Rápida de Pêra e Roqueforte


Ingredientes
5 pêras maduras mas rijas cortadas em fatias finas
uma mão cheia de nozes esmagadas
Endívias
200 gramas de queijo roqueforte
cogumelos tipo míscaros
Azeite
Método
Coloque as pêras numa saladeira sobrea s endívias e junte as nozes
Frite os cogumelos em azeite e junte-os frios ou quentes à salada
Derreta o queijo numa panela sem gordura e deite sobre a salada
Tempere com sal e pimenta e sirva morno
Acompanhe com um vinho espumante, por exemplo Cava (Codorniu)

Monday, 22 October 2007

"Mezze"-o meu Tabouleh

Eu adoro a ideia de petiscos ou entradas ou apenas pequenas porções que se partilham de qualquer tipo, mas particularmente "Mezze". Tapas é um conceito semelhante mas não é o mesmo que os "Mezze" que são normalmente pratos mais trabalhados e diversos com origem no Médio Oriente e bacia do Mediterrâneo.
Os "Mezze" aparecem na cozinha turca, grega, libanesa, síria, israelita, palestiniana e outras com variações. A palavra "Mezze" poderá vir da língua persa e significa "apreciar", "provar" ou poderá ser oriunda do árabe "mazmir" que quer dizer "petiscar". "Mez" em assírio quer dizer mesa e o plural poderá expressar a ideia de "pequenas mesas". Ou seja a origem é incerta, mas as raízes apontam para uma partilha de pratinhos deliciosos.
O meu "Mezze" preferido é Tabouleh, mas há muitos outros pratos, na sua maioria vegetarianos que vale a pena experimentar, como o Falafel (pastéis feitos de grão e um mistura de especiarias), o Hummus (pasta de grão), o Baba Ganoush (pasta de berinjelas grelhadas), o Iman Biyaldi (um prato feito com beingelas recheadas e que quer dizer literalmente "o imã desmaiou", tal foi o efeito dos sabores deste petisco) e o Fattoush (salado de pão frito ou tostado, menta, pepinos e tomates)

O meu Tabouleh

O Tabouleh mais simples é quase só composto de salsa fresca e sumo de limão, que eu gosto muito, mas que admito que muitos não consideram uma refeição em condições por isso aqui está a receita de um Tabouleh óptimo como entrada, acompanhamento, para comer em casa, levar para um picnic ou para a praia...

Ingredientes

Bulgur
Um grande molho de salsa picada
Duas ou três folhas de menta fresca
1 pepino grande
3 tomates médios
Sumo de 5 limões ou limas
Azeite
Alperces sêcos ou passas (não é necessário, mas o doce contrasta bem como o ácido do limão)

Método

Deite água a ferver no bulgur até tapar e deixe ficar durante 30 minutos, juntando mais se esta fôr absorvida.
Deixe arrefecer e misture com os outros ingredientes cortados em pedaços muito pequenos, a salsa picadas muito finas e tempere com sal. Deite o sumo de limão e use azeite a gosto.
Esat salada deve servir-se fria. Acompanhe com vinho branco "Poully Fume" ou "Sancerre"

Thursday, 4 October 2007

Plettenberg Bay-Risotto Outonal











Plettenberg Bay, na África do Sul, onde no magnífico Hotel Plettenberg comi Risotto de gengibre, que vou aqui tentar recriar (com algumas adições outonais). O risotto que eu comi servia de acompanhamento a uma posta de peixe (com molho de alcaparras e champanhe), mas este é um prato completo.

Risotto com abóbora para um Outono Feliz
(4 pessoas)

Ingredientes:

Meia abóbora média cortada em cubos com casca
Alecrim e tomilho
1 alho francês cortado às rodelas
2 dentes de alho
1 cebola média
1 colher de sopa de mel
Azeite
gengibre fresco
4 colheres de sopa de crème fraîche, fromage frais ou natas (meio-gordo)
1 folha de louro
225g de arroz para Risotto (Arborio)
Meio litro de caldo vegetal
Meio copo de vinho tinto (os meus risottos estão sempre desentos de vinho)
Queijo parmesão ralado para servir

Método:

Aqueça o forno a 200 graus. Asse a abóbora durante meia hora-45 minutos, até tenra num tabuleiro com azeite, alecrim e tomilho.

Entetanto faça um refogado com o alho, cebola, alho francês, o gengibre e louro. Quando estiver dourado e macio, coloque o arroz e frite-o, até começar a pegar no tacho. Adicione o caldo, o vinho, o mel e mais meia chávena de água aos poucos, até o arroz ir absorvendo o líquido.
Isto levará entre 15 a 20 minutos. Cozinhe em lume brando mais 10 minutos até o arroz estar pronto. No fim misture as natas e a abóbora.
Sirva com parmesão ralado.

Recomendo um bom Pinot Grigio branco (Da Luca Pinot Grigio Venezie, por exemplo)


Wednesday, 19 September 2007

Sopa de ervilhas e hortelã pimenta

Ingredientes

500 gr pacote ervilhas congeladas
3 cebolas grandes
1 caneca de grão cozido
5 folhas de hortelã pimenta
2 colheres de azeite
Sal e pimenta


Método

Ponha uma panela ao lume com água, cebolas cortadas aos cubos, azeite e coza durante 15 minutos. Adicione o grão e coza mais 5 minutos. Adicione as ervilhas e deixe cozer mais 5 ou 10 minutos. Deite a hortelã pimenta no fim. Bata com a varinha mágica, tempere com sal e pimenta e sirva com um fio de azeite (na minha última sopa usei azeite perfumado com basílico) por cima e uma folha de hortelã pimenta.

Thursday, 13 September 2007

Caril Verde Tailandês


Caril verde de salmão, camarão e legumes (tailandês)

Ingredientes
(use os legumes que tiver e adicione outros conforme gostar ou faça um caril vegetariano...desde que tenha abóbora ou batata doce será sempre delicioso)

Pasta de caril verde tailandês
Leite de coco magro ou “light”
Caldo de peixe ou legumes
cebolinho
2 postas de salmão
300 gr de camarões descascados
¼ de abóbora
3 batatas doces grandes
200 gr de feijão verde
2 berinjelas
1 pimento vernelho e um pimento amarelo
Meia caneca de ervilhas
(pode adicionar espargos verdes frescos, milho ou espinafres)
Um bom molho de coentros

Método
Dissolva a pasta de caril no leite de coco e adicione o caldo Não precisa de fritar nada ou usar gordura porque o leite de coco já a tem.
Ponha em lume brando e antes de ferver adicione o peixe, os camarões, os legumes, deixando aqueles que não precisam de estar muito tempo ao lume para o fim (feijões verdes, ervilhas, espinafres e espargos devem ser colocados uns 10 ou 5 minutos antes do prato estar pronto. Este demora 30 ou 40 minutos, veja se a abóbora e as patatas se desfazem com um garfo)
Deite os coentros no fim e sirva com arroz branco cozido.

Sirva com Sauvignon Blanc. Eu recomendo Oyster Bay da Nova Zelândia, mas se está em Portugal e acha que importar vinhos dos antípodas contribui ainda mais para o aquecimento global, porque não tentar Bons Ares (Ramos Pinto), branco, claro.

Tuesday, 11 September 2007

Salmão Teryaki com couve roxa, cogumelos shitake e espinafres
















(duas pessoas)

Ingredientes

Duas postas de salmão fresco
Uma caneca de molho de soja
Meia caneca de sake ou de vinho japonês
Uma colher de sobremesa de mel
Gengibre fresco
3 dentes de Alho
Cogumelos shitake
Meia couve roxa cortada às tiras
10 Passas
300 gr de espinafres
Óleo de girassol, amendoim, noz ou outro óleo vegetal de boa qualidade sem ser azeite (eu uso azeite em quase tudo, menos em pratos orientais, “stir-frys” e caris)
Sementes de sésamo

Método


Primeiro marine o salmão com o sake, o molho de soja, o gengibre ralado, as sementes de sésamo, o mel e o alho picado durante duas ou três horas.
Para preparar a refeição, ponha o molho teryaki ao lume e deixe engrossar sem ferver. Grelhe o salmão à parte e sirva com este molho ou alternativamente coza o salmão durante 20 minutos no molho em lume brando, tendo acrescentado meia caneca de água.
Coza a couve roxa durante três minutos e depois frite-a durante 5 ou dez minutos em óleo e azeite. Adicione as passas. Frite os espinafres com os cogumelos e o alho.


Sirva com uma cerveja japonesa Asahi

Monday, 10 September 2007

Compota de frutos silvestres

Tenho no jardim três pereiras, duas macieiras e silvas de amoras silvestres e framboesas, para além de uma produção imparável de cougettes gigantes (faço tortilhas com cougettes em vez de batatas)

Para fazer bom uso dos grutos nesta altura do ano tenho me dedicado à arte da compota que é mais simples e rápida de fazer do que os doces

Ingredientes:
6 pêras ou maças grandes cortadas aos bocados pequenos
meio quilo de framboesas
meio quilo de amoras silvestres
três colheres de sopa de açucar ou 2 colheres de mel

Método:
Coza as pêras ou maças com os frutos silvestres e o açucar e meio copo de água durante meia hora, de modo a fazer uma papa não muito líquida.

Deixe esfriar, coloque num frasco com tampa e guarde no frigorífico. Coma com cereais de pequeno-almoço, iogurte simples ou gelados e sorvetes.