"How to Avoid Huge Ships: And Other Implausibly Titled Books" (Joel Rickett) debruça-se sobe livros com títulos absurdos. Em 2008 assinala-se os 30 anos da fundação do prémio "Diagram" para celebrar extravâncias de editores e premiar o livro publicado com o título mais estranho.
Alguns destes compilados por Rickett são intrigantes, outros alarmantes, outros completamente loucos.
Eis alguns dos meus favoritos
"Bombproof Your Horse",
"How to Avoid Huge Ships"
"Do-It-Yourself Brain Surgery"
"Second International Workshop on Nude Mice"
"Secrets Your Snake Wants You to Know"
"Hot Topics in Urology"
"The Joy of Chickens"
"The Book of Marmalade: Its Antecedents, Its History and Its Role in the World Today"
"Highlights in the History of Concrete"
"Greek Rural Postmen and Their Cancellation Numbers"
Thursday, 6 November 2008
Wednesday, 5 November 2008
CHANGE
Até ontem não acreditava que Barrack Obama conseguisesse ganhar as eleições, mesmo com todas as sondagens a dar-lhe a vitória. Pensei que fosse haver fraude (que não acontece só no Zimbabué) ou que o chamado “efeito de Bradley” distorcesse os resultados (assim denominado por causa do candidato afro-americano Tom Bradley, que perdeu a corrida a governador da Califórnia em 1982, apesar das sondagens o darem como vencedor, quer isto dizer que as pessoas mentem nas sondagens de opinião, para não parecerem racistas ou retrógadas)
O ambiente é de júbilo total, após 8 anos do governo incompetente, destrutivo, divisivo e absurdo de George W Bush. Pouco importa que a Barrack Obama falte experiência. Com a inteligência e capacidade de empatia que possui, aprende depressa. Do ponto de vista simbólico estas eleições são “históricas”, e olhem que me irrita esta palavra, gasta pelos meios de comunicação social e aplicada a tudo, desde a jogos de futebol, a qualquer tratado, cimeira ou discurso político.
Os anti-americanos radicais que odeiam ou invejam os Estados Unidos devem agora questionar os seus próprios preconceitos. País de contrastes, continuo a manter que os Estados Unidos produzem o melhor e o pior nos mais diversos campos. A constante reinvenção e auto-mitologização nacional é uma característica que gera críticas e principalmente incompreensão. Porque é que o 11de Setembro se tornou o 11 de Setembro? Não só porque é um dos eventos mais marcantes deste jovem século, mas pela dissecação que os americanos fizeram dos factos a níveis diferentes, culturais, sociais, psicológicos e políticos. Os eventos ali são confrontados, ruminados, transformados em filmes, livros, debatidos até à exaustão. Quantos anos se demora a digerir conflitos ou inconsistências ideológicas na velha Europa? Será que o passado fascista está “arrumado” nas mentes colectivas? Duvido muito, mas uma coisa é certa, Bush que já está nos écrans de cinema pela mão do realizador Oliver Stone, já foi analisado e devidamente colocado no caixote do lixo da história. A única coisa que conta agora é a esperança, a mudança e andar para a frente nos Estados Unidos liderados por Obama. O mundo suspira de alívio e enche-se de optimismo.
O ambiente é de júbilo total, após 8 anos do governo incompetente, destrutivo, divisivo e absurdo de George W Bush. Pouco importa que a Barrack Obama falte experiência. Com a inteligência e capacidade de empatia que possui, aprende depressa. Do ponto de vista simbólico estas eleições são “históricas”, e olhem que me irrita esta palavra, gasta pelos meios de comunicação social e aplicada a tudo, desde a jogos de futebol, a qualquer tratado, cimeira ou discurso político.
Os anti-americanos radicais que odeiam ou invejam os Estados Unidos devem agora questionar os seus próprios preconceitos. País de contrastes, continuo a manter que os Estados Unidos produzem o melhor e o pior nos mais diversos campos. A constante reinvenção e auto-mitologização nacional é uma característica que gera críticas e principalmente incompreensão. Porque é que o 11de Setembro se tornou o 11 de Setembro? Não só porque é um dos eventos mais marcantes deste jovem século, mas pela dissecação que os americanos fizeram dos factos a níveis diferentes, culturais, sociais, psicológicos e políticos. Os eventos ali são confrontados, ruminados, transformados em filmes, livros, debatidos até à exaustão. Quantos anos se demora a digerir conflitos ou inconsistências ideológicas na velha Europa? Será que o passado fascista está “arrumado” nas mentes colectivas? Duvido muito, mas uma coisa é certa, Bush que já está nos écrans de cinema pela mão do realizador Oliver Stone, já foi analisado e devidamente colocado no caixote do lixo da história. A única coisa que conta agora é a esperança, a mudança e andar para a frente nos Estados Unidos liderados por Obama. O mundo suspira de alívio e enche-se de optimismo.
Wednesday, 29 October 2008
O top 10 dos meus erros máximos em termos de moda
- Permanente nos anos 80: Mas quem não a teve que atire a primeira pedra
- Cabelo curto com popa espetada e com gel no fim dos anos 80
- Mini saia aos trinta e tal anos sem ter pernas para isso: Convencida que era agora ou nunca, decidi tentar esta modalidade com resultados trágicos
- Kispo de penas sem mangas
- Nunca ter usado bikini quando podia
- Calças de ganga rasgadas no início dos anos 90: Supostamente rebeldes, estes “jeans” deslavados e apertados são das peças mais horrendas que pode haver, lembrando bandas de rock tipo Bon Jovi
- Vestido de ganga tipo jardineiras nos anos 90, aliás jardineiras em geral injustificáveis em pessoas com idade superior a 7 anos
- Blusão a imitar cabedal preto e outras falsidades ignóbeis
- Vestido turco para ir para a praia (em minha defesa foi nos anos 70 e eu não tinha voto na matéria, já que este me era imposto pela avó que usava toucas ou turbantes turcos)
- Sandálias de plástico, também para a praia coloridas, com teor altamente prático, pois evitavama picada do peixe aranha, mas mesmo assim...
Wednesday, 15 October 2008
"A mania das roupas"-parte 1
Durante muitas anos tentei suprimir uma grande paixão minha, considerada superficial e absurda: a moda e roupas, roupagens, acessórios, sapatos, enfeites. Este interesse e amor começou muito cedo, mas a minha primeira memória deste romance remonta à primeira ou segunda classe. Na altura do 25 de Abril, na escola Voz do Operário gostar de roupas era visto como uma ostentação quase fascista. Mas eu desenvolvi um desejo secreto de ter umas botas bicudas de camurça com um salto, nem sequer muito alto, que vi numa colega. Não me lembro do nome da rapariga, mas recordo-me de sermos diferentes, pelo simples facto de rejeitarmos a estética hippy e a moda étnica dos anos 70. Ambos idolatravamos a Olivia Newton Jones e cantarolavamos as músicas do filme “Grease”. Em casa achavam-me uma “pirosinha” e gozavam com a minha tendência para as “botas para matar baratas ao canto da sala”. Já na minha tenra infância costumava experimentar várias “toilettes” e infelizmente deixar roupas espalhadas por todo o lado. A prática de mudar de roupa de manhã, tarde e noite era-me natural, como se vez de ser uma criança no Areeiro e depois nas Avenidas Novas em Lisboa, fosse uma senhora aristocrática nos anos 30 que se veste para escrever cartas de manhã, muda de roupa para o almoço e mais tarde para o jantar. Todos os anos, na Primavera e no Outono, a minha avó Adelaide levava-nos às compras à Baixa ou à Avenida de Roma e Guerra Junqueiro. Mas a avó não era pessoa para nos deixar escolher as roupas que queriamos, tinha sempre que haver uma complexa negociação entre o nosso própio gosto, o dela e considerações práticas sobre se precisavamos ou não daquela peça e se a avó a achava decente para a nossa idade. Em pequenas, a avó vestia-nos de igual e cortava-nos o cabelo à tijela, o que ainda hoje me deixou com uma relação muito difícil com o conceito de franja. Outro problema que surgiu na década da nossa meninice em qualquer circunstância era o frio glaciar. Reconheço que sofremos hoje com o aquecimento do planeta, mas seria o clima assim tão frio no Portugal pós-revolucionário que justificasse os gorros, alguns a só deixar de fora os olhos, os ponchos, as collants de lã (que escorregavam) e vestidos de fazenda? Mesmo as flanelas que apareciam por todo lado, como lençóis, camisas, pijamas, tudo era um vasto campo de flanela. Esses tecidos arranhavam e faziam suar, estão a ouvir?
Passados os rigores invernais dos anos 70, entrei nos anos 80, com um sentido de estilo esquizofrénico. Por um lado queria vestir-me como nos telediscos, ser “pop” copiar a Sade Adu (nunca a Madonna) por outro, influenciada pela avó Adelaide e pelo nosso liceu ultra-conservador vestia saias compridas de xadrez, colarinhos com enormes golas que se aplicavam aos pullovers, colares de pérolas e bandelettes de veludo, como se tivesse 55 e não 15 anos! Assim posso dividir os "meus anos 80" em três fases:
Jovem com permanente no cabelo, roupas assimétricas e coloridas e bijuteria de plástico. Um Verão eu e a Ana Marta decidimos que todas as nossa roupas tinham que ser verde alface e laranjas (as cores da moda) e então tinjimo-las. Climax: Andar de skate com calças amarelas, ténis vermelhos e t-shirt do Snoopy.
A segunda fase foi a beta com os kispos alcochoados, os axadezados, os rendilhados. Climax: Colete kispo sem mangas com saia de pregas, sapatos mocassins e laço no cabelo.
A última fase é gótica-vintage-andrógina, o que significou uma adesão total ao preto, à maquilhagem carregada (cara branca com lábios vermelhos), resgate de roupas da avó e até do meu bisavó Zé (coletes e calças gigantes, camisas e gravatas, que me ficavam a nadar, dada a barriguita proeminente do senhor).
Passados os rigores invernais dos anos 70, entrei nos anos 80, com um sentido de estilo esquizofrénico. Por um lado queria vestir-me como nos telediscos, ser “pop” copiar a Sade Adu (nunca a Madonna) por outro, influenciada pela avó Adelaide e pelo nosso liceu ultra-conservador vestia saias compridas de xadrez, colarinhos com enormes golas que se aplicavam aos pullovers, colares de pérolas e bandelettes de veludo, como se tivesse 55 e não 15 anos! Assim posso dividir os "meus anos 80" em três fases:
Jovem com permanente no cabelo, roupas assimétricas e coloridas e bijuteria de plástico. Um Verão eu e a Ana Marta decidimos que todas as nossa roupas tinham que ser verde alface e laranjas (as cores da moda) e então tinjimo-las. Climax: Andar de skate com calças amarelas, ténis vermelhos e t-shirt do Snoopy.
A segunda fase foi a beta com os kispos alcochoados, os axadezados, os rendilhados. Climax: Colete kispo sem mangas com saia de pregas, sapatos mocassins e laço no cabelo.
A última fase é gótica-vintage-andrógina, o que significou uma adesão total ao preto, à maquilhagem carregada (cara branca com lábios vermelhos), resgate de roupas da avó e até do meu bisavó Zé (coletes e calças gigantes, camisas e gravatas, que me ficavam a nadar, dada a barriguita proeminente do senhor).
Friday, 12 September 2008
Booker Prize 2008
Foi anunciada a lista final dos nomeados para o prestioso prémio literário Man Booker, que celebra obras de ficção em língua inglesa de um autor ou autora da Commonweath ou da República da Irlanda. Este ano, a grande controvérsia é que autores famosos como Salman Rushdie nem sequer fazem parte da lista
Aravind Adiga, The White Tiger
Sebastian Barry, The Secret Scripture
Amitav Ghosh, Sea of Poppies
Linda Grant, The Clothes on Their Backs
Philip Hensher The Northern Clemency
Steve Toltz A Fraction of the Whole
O júri decidirá quem é o vencedor em Outubro.
Aravind Adiga, The White Tiger
Sebastian Barry, The Secret Scripture
Amitav Ghosh, Sea of Poppies
Linda Grant, The Clothes on Their Backs
Philip Hensher The Northern Clemency
Steve Toltz A Fraction of the Whole
O júri decidirá quem é o vencedor em Outubro.
Thursday, 11 September 2008
Vistas curtas
"Deriding Palin's modest background and lack of Ivy League credentials will only turn voters off. We should celebrate what is groundbreaking about Sarah Palin: a card-carrying member of Feminists for Life is a big step forward from Housewives for Life. And then we should talk about the issues.", escreveu a jornalista da revista Vogue, Rebecca Johnson no Daily Telegraph. Neste artigo, ela defende que não se deve criticar a candidata republicana a vice-presidente, Sarah Palin pelas suas origens humildes e o facto de não ter andado numa universidade com prestígio, o que serve apenas para alienar os eleitores. Recorde-se que Barrack Obama, de raça mista, criado pelos avós e pela mãe no Havaí não vem de um meio social elevado, mas estudou e entrou para Harvard, assim como a mulher Michelle entrou para Princenton (as tais universidades "Ivy League", de prestígio que assustam o povinho).
Ao que parece os eleitores gostam de candidatos populistas, pouco instruídos, "terra a terra" mas altamente conservadores e patrióticos com valores tacanhos e provincianos. O discurso de Palin na convenção Republicana, em que até citou um célebre autor anti-semita centrou-se muito na ideia dos valores provincianos, de vilas e cidades pequenas, em que toda a gente se conhece, como se estas terreolas conferissem uma superioridade moral. O que está aqui por trás é o medo do "outro" do que é diferente, do estrangeiro. Não admira que a senhora raramente tenha visitado outros países, não fosse deixar-se influenciar por ideias estranhas.
Segundo Rebecca Johnson devemos celebrar o que é "inovador" na candidatura de Palin e um grande passo para a emancipação das mulheres: Uma "feminista pró-vida, contra o aborto é melhor do que uma dona de casa com os mesmos princípios". Sarah Palin é membro da organização "Feministas Pró-Vida", mas isso não faz dela uma verdadeira feminista
Uma mulher que não permite às mulheres a escolha de abortar mesmo em casos de violação ou incesto, que é contra a educação sexual nas escolas, que não é a favor da saúde pública universal,
que apoia o criaccionismo e doutrinas que contribuem para a repressão e submissão das mulheres, que tentou proíbir a existências de determinados livros na biblioteca da cidade onde era presidente da Câmara, que acredita apenas numa estrutura familiar tradicional não é feminista. A escolha de Palin para o cargo é um passo atrás em 30 anos de conquistas e algumas perdas para retirar as mulheres da posição subalterna e ingrata que têm ocupado.
Ao que parece os eleitores gostam de candidatos populistas, pouco instruídos, "terra a terra" mas altamente conservadores e patrióticos com valores tacanhos e provincianos. O discurso de Palin na convenção Republicana, em que até citou um célebre autor anti-semita centrou-se muito na ideia dos valores provincianos, de vilas e cidades pequenas, em que toda a gente se conhece, como se estas terreolas conferissem uma superioridade moral. O que está aqui por trás é o medo do "outro" do que é diferente, do estrangeiro. Não admira que a senhora raramente tenha visitado outros países, não fosse deixar-se influenciar por ideias estranhas.
Segundo Rebecca Johnson devemos celebrar o que é "inovador" na candidatura de Palin e um grande passo para a emancipação das mulheres: Uma "feminista pró-vida, contra o aborto é melhor do que uma dona de casa com os mesmos princípios". Sarah Palin é membro da organização "Feministas Pró-Vida", mas isso não faz dela uma verdadeira feminista
Uma mulher que não permite às mulheres a escolha de abortar mesmo em casos de violação ou incesto, que é contra a educação sexual nas escolas, que não é a favor da saúde pública universal,
que apoia o criaccionismo e doutrinas que contribuem para a repressão e submissão das mulheres, que tentou proíbir a existências de determinados livros na biblioteca da cidade onde era presidente da Câmara, que acredita apenas numa estrutura familiar tradicional não é feminista. A escolha de Palin para o cargo é um passo atrás em 30 anos de conquistas e algumas perdas para retirar as mulheres da posição subalterna e ingrata que têm ocupado.
Friday, 5 September 2008
Salve-se quem puder
Até à semana passada, as eleições norte-americans pareciam uma simples escolha entre um candidato Democrata, liberal, carismático, “histórico” (Barrack Obama) e o seu rival Republicano, conservador-moderado, imprevisível, experiente, veterano de guerra (John McCain). Mau-grado, as inclinações políticas ou simpatias de cada um, havia apenas uma certeza: qualquer um dos dois seria um avanço em relação a George W. Bush e oito anos de incompetência, políticas desastrosas, “gaffes” absurdas que eram divertidas, mas infelizmente tinham um lado muito sério e consequências graves para muita gente nos Estados Unidos e no resto do mundo. Mas isto foi até o candidato republicano, John McCain ter escolhido Sarah Palin para a vice-presidência. Esta decisão inesperada, um golpe de génio ou um erro fatal, ainda é cedo para determinar, galvanizou a direita norte-americana, milhões em fundos foram angariados pela campanha de McCain, os comentadores ultra-conservadores sentem agora que podem votar pelo seu partido com a consciência tranquila.
O que dizer da governadora do Alasca, Sarah Palin? Que é uma ofensa e um insulto compara-la a Hillary Clinton e sugerir que os 18 milhões de pessoas que votaram em Hillary nas Primárias vão passar a apoiar Palin, que tem uma ideologia, um estilo e uma carreira diametralmente opostos.
O facto de Palin ser uma mulher de 44 anos, não deve ser visto como uma indicação do carácter progressista de McCain, muito pelo contrário já que reflecte uma escolha de uma pessoa sem experiência, fotogénica e atraente com uma retórica tradicionalista e com ideais e práticas anti-feministas. Uma gigantesca distracção dos assuntos que deveriam dominar a campanha é o que promete esta ex-miss, pró-armas de fogo, anti-aborto (mesmo em casos de incesto ou violação), céptica em relação ao aquecimento global, a favor do aumento da extracção petrolífera e do capitalismo puro e duro.
Nem os ursos polares escapam, já que Sarah gosta de caçar e adora comer alce e matar lobos. Em Agosto de 2008 processou o governo americano por ter colocado os pobres ursos polares na lista de espécies ameaçadas.
Ah, e outro factor importante. Por muito gira que a senhora seja considerada, aquele penteado é dos anos 80, fora de moda, assim como as suas crenças deveriam ser. Infelizmente o fundamentalismo religioso, o criacionismo e a intolerância parecem estar a ganhar terreno.
Factos perturbadores sobre Sarah Palin:
http://www.alternet.org/election08/97198/?page=entire
O que dizer da governadora do Alasca, Sarah Palin? Que é uma ofensa e um insulto compara-la a Hillary Clinton e sugerir que os 18 milhões de pessoas que votaram em Hillary nas Primárias vão passar a apoiar Palin, que tem uma ideologia, um estilo e uma carreira diametralmente opostos.
O facto de Palin ser uma mulher de 44 anos, não deve ser visto como uma indicação do carácter progressista de McCain, muito pelo contrário já que reflecte uma escolha de uma pessoa sem experiência, fotogénica e atraente com uma retórica tradicionalista e com ideais e práticas anti-feministas. Uma gigantesca distracção dos assuntos que deveriam dominar a campanha é o que promete esta ex-miss, pró-armas de fogo, anti-aborto (mesmo em casos de incesto ou violação), céptica em relação ao aquecimento global, a favor do aumento da extracção petrolífera e do capitalismo puro e duro.
Nem os ursos polares escapam, já que Sarah gosta de caçar e adora comer alce e matar lobos. Em Agosto de 2008 processou o governo americano por ter colocado os pobres ursos polares na lista de espécies ameaçadas.
Ah, e outro factor importante. Por muito gira que a senhora seja considerada, aquele penteado é dos anos 80, fora de moda, assim como as suas crenças deveriam ser. Infelizmente o fundamentalismo religioso, o criacionismo e a intolerância parecem estar a ganhar terreno.
Factos perturbadores sobre Sarah Palin:
http://www.alternet.org/election08/97198/?page=entire
Artigo interessante sobre o anti-feminismo desta escolha
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