A minha última incursão no território dos observadores de tendências, que aplicam e misturam princípios da economia/estatística/psicologia/filofofia aos mais variados campos da actividade humana é o fabuloso "Black Swan", de Nassim Nicholas Taleb.
Partimos do princípio que todos os cisnes são brancos até aparecer um cisne negro (descoberto pela primeira vez na Austrália no século XVII), ou seja um evento imprevisível de alto impacto com um papel dominante ao longo da história.
A maneira como estamos programados para ver apenas cisnes brancos, construir padrões e interpretações e ignorar o que sai da norma faz com que tenhamos tendência para ignorar os "cisnes negros". Exemplos deste tipo de evento são a propagação da internet, a I guerra Mundial, e o 11 de Setembro, além da maior parte das recessões económicas como a Grande Depressão.
Esta é uma obra de filosofia com um forte teor empiricista e céptico que desafia os trâmites do pensamento convencional. Para Taleb as previsões económicas são tão fiáveis como as previsões astrológicas. Apesar de não podermos prever os cisnes negros podemos tentar ver o seu lado positivo e tentar treinar a mente para admitir a existência do acaso, do imprevisível, do desconhecido.
Outros livros recomendados neste molde:
Blink, Malcom Gladwell
The tipping point, Malcom Gladwell
Outliers, Malcom Gladwell
(http://www.gladwell.com/)
Freakonomics, Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner ( http://freakonomics.blogs.nytimes.com/)
Friday, 3 April 2009
Wednesday, 18 March 2009
"Middle England"
Estou a ler "Adventures on the high teas-In search of middle England", de Stuart Maconie, autor do "Pies and prejudice" (sobre o Norte de Inglaterra).
No estilo de Bill Bryson, trata-se de um livro de viagens e comentário social humorístico. "Middle England", mais do que um local fisíco é um estado de espírito, uma paisagem social e moral assim como o é a "França profunda". Maconie andou em busca desta alma mítica do país que tanto podem ser os leitores xenófobos e retrógados do tablóide Daily Mail, como nostálgico que gostam de cerveja morna num pub rural e de ler a Jane Austen.
O Daily Mail é agora o segundo jornal mais vendido no Reino Unido a seguir ao Sun. A sua ideologia é patriótica, contra a União Europeia, contra o estado e a cultura dos subsídios, pelo sector privado, mais interessada no castigo, do que nas causas do crime, pelos valores familiares tradicionais.
Segundo o "New Statesman", a "Middle England" está instrinsicamente ligada à classe média conservadora e resistente a tudo o que é moderno ou diferente.
A viagem de Maconie começa no centro de Inglaterra, na zona de Warwickshire, Oxforshire e Cotswolds. Aqui na "Middle England" tudo é turístico, casinhas com telhados de colmo que parecem feitas de biscoito para atrair Hansel e Gretel, pessoas que se vestem com roupas Barbour e Burberry, que passeiam cães e defendem o desporto da caça à raposa (tornado ilegal pelo governo de Tony Blair). Daqui Maconie visita termas como Turnbridge Wells e outras terras, observando o que comem, como se divertem e comportam os nativos. É um retrato simpático do que se passa nos subúrbios, a nova geografia cultural da Inglaterra, e a revolução culinária que viu os "gastropubs" substituirem o "fish and chips".
Tuesday, 10 March 2009
Escritores canibais
Tem sido dito que os escritores são vampiros ou canibais que tudo observam para alimentar a sua narrativa, o seu desejo de sangue ou carne para encher páginas com histórias e emoções dos outros, muitas vezes de pessoas próximas e amadas que podem não gostar de se ver usadas, retalhadas ou até re-imaginadas e fundidas com outras personagens para disfarçar identidades.
No caso de biografias e livros de memórias também tem sido notado, que o melhor tema são os mortos, já que estes não se podem queixar da maneira como foram retratados. E que dizer dos vivos? A quem pertence a sua história?
É isto que está em discussão na enorme controvérsia em torno do último livro de Julie Myerson. A senhora não era muito conhecida, mas tem tido agora mais publicidade do que nunca, após ter escrito sobre a sua vida familar e os graves problemas com o filho adolescente, Jake, que tem agora 20 anos. A publicação do livro esta semana ocorre dois meses antes da data prevista, para capitalizar na publicidade, já que tanto a autora como o filho têm dado inúmeras entrevistas aos meios de comunicação social.
O livro chama-se "The Lost Child" e conta como Julie e o marido decidiram pôr o filho fora de casa e cortar relações, dado o seu comportamento impossível e uso de cannabis. Jake argumenta que os pais nada percebem de drogas e estão a fazer uma tempestade num copo de água, rejeitando-o e deixando-o sozinho aos 17 anos sem casa e sem apoio e que além disso ele nunca deu autorização para que a história fosse publicada.
A escritora tem aparecido na televisão e explorado o caso ao máximo para expôr a sua defesa. Que o tipo de cannabis fumada pelo filho é uma versão forte e adulterada, que o tornou violento e irrazoável, que ele era uma péssima influência nos irmãos mais novos, que ele tinha concordado com a publicação do livro, que ela sofre com a decisão todos os dias.
Será que os escritores têm uma compulsão para escrever, que transcende valores e lealdades? Será que os filhos, os maridos, as mulheres, os pais dos escritores têm direito à privacidade?
A colunista do Sunday Times Minette Marrin defende que escrever implica trair, principalmente no caso de relações amorosas e familiares. Para Marrin, a escritora no centro desta polémica traiu a intimidade da relação dela com o filho, e falhou na responsabilidade de mãe ao expôr o filho em vez de o proteger. A sua ambição, que ela disfarça como a necessidade de avisar outros pais para o perigo dos charros foi para ela mais importante. É curioso que a própria Julie Myerson tenha ela tido uma zanga com o pai quando adolescente, com quem nunca mais falou e que o pai se tenha suicidado quando ela tinha 31 anos. Será que existe algo de patológico na repetição deste padrão?
No caso de biografias e livros de memórias também tem sido notado, que o melhor tema são os mortos, já que estes não se podem queixar da maneira como foram retratados. E que dizer dos vivos? A quem pertence a sua história?
É isto que está em discussão na enorme controvérsia em torno do último livro de Julie Myerson. A senhora não era muito conhecida, mas tem tido agora mais publicidade do que nunca, após ter escrito sobre a sua vida familar e os graves problemas com o filho adolescente, Jake, que tem agora 20 anos. A publicação do livro esta semana ocorre dois meses antes da data prevista, para capitalizar na publicidade, já que tanto a autora como o filho têm dado inúmeras entrevistas aos meios de comunicação social.
O livro chama-se "The Lost Child" e conta como Julie e o marido decidiram pôr o filho fora de casa e cortar relações, dado o seu comportamento impossível e uso de cannabis. Jake argumenta que os pais nada percebem de drogas e estão a fazer uma tempestade num copo de água, rejeitando-o e deixando-o sozinho aos 17 anos sem casa e sem apoio e que além disso ele nunca deu autorização para que a história fosse publicada.
A escritora tem aparecido na televisão e explorado o caso ao máximo para expôr a sua defesa. Que o tipo de cannabis fumada pelo filho é uma versão forte e adulterada, que o tornou violento e irrazoável, que ele era uma péssima influência nos irmãos mais novos, que ele tinha concordado com a publicação do livro, que ela sofre com a decisão todos os dias.
Será que os escritores têm uma compulsão para escrever, que transcende valores e lealdades? Será que os filhos, os maridos, as mulheres, os pais dos escritores têm direito à privacidade?
A colunista do Sunday Times Minette Marrin defende que escrever implica trair, principalmente no caso de relações amorosas e familiares. Para Marrin, a escritora no centro desta polémica traiu a intimidade da relação dela com o filho, e falhou na responsabilidade de mãe ao expôr o filho em vez de o proteger. A sua ambição, que ela disfarça como a necessidade de avisar outros pais para o perigo dos charros foi para ela mais importante. É curioso que a própria Julie Myerson tenha ela tido uma zanga com o pai quando adolescente, com quem nunca mais falou e que o pai se tenha suicidado quando ela tinha 31 anos. Será que existe algo de patológico na repetição deste padrão?
Monday, 16 February 2009
Coitado do Alfie
A Grã-Bretanha está consternada com a notícia de que uma criança, Alfie Patten (13 anos) se tornou pai de uma bébé. A mãe, Chantelle tem agora 15 anos, mas ambos tinham, 12 e 14 respectivamente, quando a gravidez ocorreu. Os tablóides adoram a história, porque lhes permite escarafunchar na miséria material e espiritual que é a vida dos protagonistas, ao mesmo tempo que se indignam com as sérias "questões morais" que o caso levanta.
Talvez se não publicassem constantes fotografias de mulheres nuas, objectificando-as e transformassem as vivências sexuais numa coisa sórdida e sinistra, fosse possível que os jovens desenvolvessem uma atitude saudável perante o sexo.
Os outros jornais vão atrás e reflectem sobre a fotografia do pobre Alfie, que parece ter 8 anos e é minúsculo e sobre o facto do Reino Unido ter a taxa de mães adolescentes mais elevada da Europa. Porque será? Vários comentadores falam de uma "sociedade em colapso", da falta de valores morais e daquilo que que eu já falei aqui neste blog, a "sobre-sexualização" generalizada.
Para mim esta não é uma questão moral. É verdade que a sexualização das crianças começa mais cedo do que devia, que há uma exposição permanente não ao que é sequer erótico, mas pornográfico e que a educação sexual é mais do que inadequada. A imaturidade perante a sexualidade, motivo de risinhos, nojos e curiosidade está bem presente na cultura adulta, não é preciso olhar para os adolescentes.
Este caso aponta para outras duas grandes falhas que são demasiado controversas para serem consideradas.
Deixando de parte a retótica moralista, talvez seja mais construtivo falar das famílias de Alfie e Chantelle, que sobrevivem com subsídios estatais e inscrevem-se num padrão de gravidezes jovens e de muitos filhos com parceiros diferentes, parte de um grupo a que alguns chamaram uma "sub-classe". O país teve que se confrontar com a sua existência com o caso do bébé morto por maus tratos no Verão passado e a mulher que simulou o rapto da filha para angariar donativos do público. A imprensa indigna-se e fomenta estes tristes contos, ao pagar avultadas somas pelas confissões, pelo que completamente distorce a realidade. Alfie tem já o seu responsável pela publicidade e relações públicas para ganhar o máximo de dinheiro com a sua paternidade tão precoce.
Mas não vale a pena a classe média sentir-se superior e querer moralizar. É preciso perguntar porque é que tantos adolescentes querem ou não se importam de ter filhos tão cedo. Não é porque são imorais, mas porque não têm quaisquer aspirações e vivem num meio sem instrução. Há um ciclo vicioso, em que uma criança da classe trabalhadora raramente pode ascender, estudar e melhorar o nível de vida. A mobilidade social é muito baixa, a educação não é valorizada e incentivada pelas famílias e pelo meio que a criança frequenta. É óbvio que Alfie e Chantelle não têm intenções de acabar o liceu, quanto mais tirar um curso universitário. Não só remam contra a maré, como não teriam dinheiro para pagar a universidade. A classe média pode dar-se ao luxo de pagar ou contraír dívidas, já que um "canudo" custa em média entre 15 000 a 20 000 libras (isto inclui propinas e custo de vida, mas um curso de medicina, por exemplo pode chegar aos 15 000 só em propinas)
E depois há outra vertente que os comentadores têm medo de mencionar. Onde estão os profissionais de saúde e os serviços sociais? Os últimos, sabemos que estão escondidos após uma série de negligências face a maus tratos a crianças, que não podem sob pretexto nenhum ser tiradas do cuidado dos pais biológicos, porque naõ é "natural", mesmo que estes os matem.
O seu sucesso é medido pelo número de menores que são mantidos com pais agressivos, com problemas mentais ou de dependências do alcóol ou droga.
Quanto ao sistema de saúde, há o pânico de fazer juízos de valor (do mesmo padecem os serviços sociais). Nunca ninguém questiona o inquestionável: Será que existe aqui uma escolha a fazer? será que certas pessoas deviam ser desaconselhadas a terem filhos ou deviam deixar de poder tomar conta deles? Será que o facto de que tantos adolescentes engravidarem mostra irresponsabilidade, inclusive face a doenças sexualmente transmissíveis?
Que vida vão ter Alfie, Chantelle e a bébé Maisie? Enquanto o sistema não mudar é muito provável que A Maisie vá engravidar aos 13 ou 14 e viver no limiar da pobreza e vender a história ao "Sun" se se conseguir envolver em algo escandaloso o suficiente. Nenhum deles tem culpa, talvez os pais deles a tenham, principalmente se querem capitalizar à custa disto, mas mesmo assim, sem instrução e aspirações como podem eles inculcar estes valores nos filhos?
Talvez se não publicassem constantes fotografias de mulheres nuas, objectificando-as e transformassem as vivências sexuais numa coisa sórdida e sinistra, fosse possível que os jovens desenvolvessem uma atitude saudável perante o sexo.
Os outros jornais vão atrás e reflectem sobre a fotografia do pobre Alfie, que parece ter 8 anos e é minúsculo e sobre o facto do Reino Unido ter a taxa de mães adolescentes mais elevada da Europa. Porque será? Vários comentadores falam de uma "sociedade em colapso", da falta de valores morais e daquilo que que eu já falei aqui neste blog, a "sobre-sexualização" generalizada.
Para mim esta não é uma questão moral. É verdade que a sexualização das crianças começa mais cedo do que devia, que há uma exposição permanente não ao que é sequer erótico, mas pornográfico e que a educação sexual é mais do que inadequada. A imaturidade perante a sexualidade, motivo de risinhos, nojos e curiosidade está bem presente na cultura adulta, não é preciso olhar para os adolescentes.
Este caso aponta para outras duas grandes falhas que são demasiado controversas para serem consideradas.
Deixando de parte a retótica moralista, talvez seja mais construtivo falar das famílias de Alfie e Chantelle, que sobrevivem com subsídios estatais e inscrevem-se num padrão de gravidezes jovens e de muitos filhos com parceiros diferentes, parte de um grupo a que alguns chamaram uma "sub-classe". O país teve que se confrontar com a sua existência com o caso do bébé morto por maus tratos no Verão passado e a mulher que simulou o rapto da filha para angariar donativos do público. A imprensa indigna-se e fomenta estes tristes contos, ao pagar avultadas somas pelas confissões, pelo que completamente distorce a realidade. Alfie tem já o seu responsável pela publicidade e relações públicas para ganhar o máximo de dinheiro com a sua paternidade tão precoce.
Mas não vale a pena a classe média sentir-se superior e querer moralizar. É preciso perguntar porque é que tantos adolescentes querem ou não se importam de ter filhos tão cedo. Não é porque são imorais, mas porque não têm quaisquer aspirações e vivem num meio sem instrução. Há um ciclo vicioso, em que uma criança da classe trabalhadora raramente pode ascender, estudar e melhorar o nível de vida. A mobilidade social é muito baixa, a educação não é valorizada e incentivada pelas famílias e pelo meio que a criança frequenta. É óbvio que Alfie e Chantelle não têm intenções de acabar o liceu, quanto mais tirar um curso universitário. Não só remam contra a maré, como não teriam dinheiro para pagar a universidade. A classe média pode dar-se ao luxo de pagar ou contraír dívidas, já que um "canudo" custa em média entre 15 000 a 20 000 libras (isto inclui propinas e custo de vida, mas um curso de medicina, por exemplo pode chegar aos 15 000 só em propinas)
E depois há outra vertente que os comentadores têm medo de mencionar. Onde estão os profissionais de saúde e os serviços sociais? Os últimos, sabemos que estão escondidos após uma série de negligências face a maus tratos a crianças, que não podem sob pretexto nenhum ser tiradas do cuidado dos pais biológicos, porque naõ é "natural", mesmo que estes os matem.
O seu sucesso é medido pelo número de menores que são mantidos com pais agressivos, com problemas mentais ou de dependências do alcóol ou droga.
Quanto ao sistema de saúde, há o pânico de fazer juízos de valor (do mesmo padecem os serviços sociais). Nunca ninguém questiona o inquestionável: Será que existe aqui uma escolha a fazer? será que certas pessoas deviam ser desaconselhadas a terem filhos ou deviam deixar de poder tomar conta deles? Será que o facto de que tantos adolescentes engravidarem mostra irresponsabilidade, inclusive face a doenças sexualmente transmissíveis?
Que vida vão ter Alfie, Chantelle e a bébé Maisie? Enquanto o sistema não mudar é muito provável que A Maisie vá engravidar aos 13 ou 14 e viver no limiar da pobreza e vender a história ao "Sun" se se conseguir envolver em algo escandaloso o suficiente. Nenhum deles tem culpa, talvez os pais deles a tenham, principalmente se querem capitalizar à custa disto, mas mesmo assim, sem instrução e aspirações como podem eles inculcar estes valores nos filhos?
Tuesday, 10 February 2009
A biblio-geografia
Inventei esta ideia da biblio-geografia para me referir ao local fisíco ou geográfico onde se lê um livro. Num nível básico podemos observar que há livros que se lêem apenas na cama, outros só na casa-de-banho, outros nos tranportes públicos. Fora do seu local de leitura específico, o livro perde a piada.
Antes de adormecermos, certos livros desempenham um papel muito importante, preparando-nos para os sonhos ou funcionam mesmo como potentes soporíferos. Na verdade têm uma qualidade de mesinha-de-cabeçeira , raramente deslocando-se até à sala ou escritório. Alguns destes resultam de boas intenções, sendo livros que queremos ou devemos ler, mas aos quais o sono nos rouba. Recomendo o pesado "Guerra e Paz" do Tolstoy para este efeito, com as suas longas descrições, narrativa complexa e dezenas de personagens, muitas delas com nomes extremamente parecidos, logo se emaranhando no nosso sub-consciente.
Muita gente lê na casa-de-banho, principalmente homens que ali passam horas de animada leitura. O livro ideal para esta situação é o humorístico, talvez uma compilação de colunas de jornal, de um comediante, ou algo leve e de fácil evacuação. Por exemplo contos, ficção científica ou crime. E depois há livros propícios para o banho propriamente dito (devem ter capa dura e não serem adversos à água e à espuma). Porque não John Le Carré ou histórias de espiões ou detectives?
Nos transportes públicos, em viagens, em cafés há livros que são adequados, porque podem ser interrompidos várias vezes. Nada como ler durante uma viagem, uma obra de ficção passada nesse local (a isto regressaremos mais tarde), mas numa deslocação de comboio ou metro não se deve tentar ler o "Ulisses" de James Joyce ou outra obra de semelhante envergadura. Por exemplo biografias sempre admitem mais pausas. As do Obama estão muito na moda e bem escritas o que é raro nos políticos.
Este tema é infindável e poderiamos pensar em livros de praia, livros de montanha, livros de campo e de cidade e aqui entramos na geografia do ler "in loco".
Tuesday, 3 February 2009
Rupert Brooke
Ou é impressão minha ou o poeta inglês Rupert Brooke está agora imenso na moda. Não sei se é por ser bastante agradável à vista ou por fazer parte de um grupo boémio e intelectual com grande influência no início do século a que também pertenciam os escritors E M Forster e Virginia Woolf. Ou ainda por ter morrido novo durante a I Guerra Mundia, de doença e não em combate.
O poeta irlandês, Willam Yeats descreveu-o como "o homem mais atraente de Inglaterra".
De qualquer modo, Rupert Brooke (1887-1915) ficou conhecido como um poeta patriota que escreveu sobre a guerra. Faz parte da colectânea "War Sonnets", "The Soldier"
The Soldier
If I should die, think only this of me:
That there's some corner of a foreign field
That is for ever England.
There shall beIn that rich earth a richer dust concealed;
A dust whom England bore, shaped, made aware,
Gave, once, her flowers to love, her ways to roam,
A body of England's, breathing English air,
Washed by the rivers, blest by suns of home.
And think, this heart, all evil shed away,
And think, this heart, all evil shed away,
A pulse in the eternal mind, no less
Gives somewhere back the thoughts by England given;
Her sights and sounds;
dreams happy as her day;
And laughter, learnt of friends; and gentleness,
In hearts at peace, under an English heaven
Friday, 30 January 2009
Uma salada divinal
Ottolenghi é um café/restautrante/padaria/loja "gourmet" que começou um Islington, Norte de Londres e agora é uma cadeia. Ottolenghi é judeu e o parceiro na cozinha, palestiniano. As influências são mediterrânicas e do Médio Oriente e os preços são exorbitantes. Mas há um livro de receitas já publicado e aqui replico uma das receitas a que adicionei chili e sumo de laranja (nunca fui capaz de seguir religiosamente uma única receita)
Ingredientes
200 gr Feijão verde
200 gr Mangetouts (tipo de feijão verde)
70 gr avelãs
1 alho
1 dedo de chili fresco
3 colheres de óleo de avelã, noz ou azeite
1 laranja
cebolinho
Método
Ferve-se os feijoões verdes durante quatro minutos e os mangetouts durante um minuto em panelas separadas, junta-se e passa-se por água fria.
Assa-se as avelãs no forno durante cinco minutos, até tostadas e esmaga-se
Pica-se o alho, o cebolinho e o chili
Rala-se casca de laranja e espreme-se metade da laranja
Misturam-se os ingredientes e tempera-se com o óleo ou azeite e o sumo de laranja
Esta salada pode ser servida como acompanhmento de peixe...
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